domingo, 27 de abril de 2014

Dobramentos modernos

O espaço deformado estepe a frente
relembra em quanta força nós pisamos
e em quanta solidão nos escondemos
em pedra, neve, água e céu somente

o chão que lentamente perscrutamos
irmãos que nos fizemos, rio abaixo,
o quanto nós erramos, nos perdemos,
e o quanto eu erraria novamente...

a jade derretida das geleiras,
espelha nossos olhos invernais
mirando ainda o mesmo céu de antes

no lago, nossa imagem derradeira
sublima e some à luz que se esvai
e o sol procura a lua atrás dos Andes