domingo, 3 de março de 2013

Coordenadas no Espaço


O corpo nas minhas mãos estende um arco
No plano do lençol, a tua origem,
Tua sombra se projeta sobre a minha
 Forjando em simetria nossa epítome

Perscruto as tuas costas, como um barco
Descreve em trajetória um anabranche,
Primeiro divergindo em tua espinha,
E enfim te navegando, solitário

Te estudo com a firmeza de um geômetra
E o mais que me abandono à deriva,
O mais que enxergo rio e céu bonitos

Tem calma com esse mar, eu digo às velas,
que as almas, duas retas paralelas,
persistem e se encontram no infinito